• Categoria: paixão
  • A fugacidade da Vida

    01 novembro 2015



    Dizia Heráclito: a cada segundo estamos morrendo. Morremos todos os dias.
    Numa adaptação romanesca do filósofo pré-socrático, diria que, amiúde, estamos nos apaixonando.

     Paixão não seria muito diferente de morte; nem mesmo na classe gramatical.

    A paixão é um ideograma que fazemos precipitadamente de uma pessoa. É imaginar, em questão de centésimo de segundos, o mundo dali para frente com a semi-perfeição de uma pessoa. 

     Não existe amor à primeira vista, não! existe paixão à primeira vista. Acredito que o início de todos os relacionamento, uma hora, houve um milésimo de tempo para que a paixão entrasse em sintonia em um concerto grego de Eros, quiçá Romeu e Julieta; quiçá Sid e Nancy - por mais que ambos terminem basicamente da mesma maneira.

     Talvez não haja nada mais feroz que uma paixão, refiro-me na sua magnitude, na sua forma de devorar milimetricamente o retrato límpido do ideograma perfeito da pessoa.

     Quando há reciprocidade, a paixão persiste, segue sua linearidade, e, quem sabe, até propicia um início de algo, digamos, mais monótono, mas que é duradouro.

     Quando não há reciprocidade, o 'coração' chega a doer, mas logo passa. E quando menos espera, tá lá, o reacendimento de uma nova paixão. Uma nova paixão ganha plano de fundo no momento, tira-nos daquela mesmice e coloca-nos em uma constante roda gigante: ora em cima; ora em baixo; ora adrenalina; ora expectativa.

     Paixão nada é do que uma idealização sobre uma pessoa, que fazemos precocemente e indiscriminadamente, mas lógico, com um certo toque de seletividade.

     Puta paixão, às vezes tu me deixas embrutecido!


    Fugaz

    05 maio 2015


    E assim as paixões acontecem, seja na escada da faculdade, no ônibus ou no mercadinho da esquina. Ela costuma ir embora tão rápido quanto chega, pelo menos comigo sempre foi assim. Percebemos detalhes tão pequenos que quando menos esperamos estamos com grandes expectativas que talvez nem chegue a ser recíproca. Então surgem as pequenas ansiedades que confesso gostar, começamos a tomar mais cuidado com as palavras, com as atitudes, ninguém quer passar uma impressão ruim logo de cara.  Mas além de tomar cuidado com tudo isso, acredito que existe algo bem mais importante a se preocupar, são as emoções, não queremos que nenhum coração saia magoado, mesmo sabendo que na prática não é bem assim que funciona. Tudo se torna melhor, acordar, estudar, trabalhar e até pegar aquele ônibus lotado em plena segunda-feira. Com isso incluímos os detalhes mais imperceptíveis em nosso dia a dia, criando, imaginando e acrescentando na nossa história.  Mas nem sempre conseguimos separar nossa imaginação da realidade, chega ser engraçado, quando nos pegamos em meio a um pensamento tão intenso com alguém que você acabara de conhecer. Não nego que por vezes isso acontece comigo e não vejo mal algum, idealizar algumas coisas nos faz bem, acredito que idealizar não é igual a gerar expectativas o mal é quando passa disso.  E depois de tudo isso você percebe que está se apaixonando, enquanto sua mãe e todo o resto do mundo sacaram depois do seu ultimo texto.          
    Mas chega um dia, depois das paixões que se encontra o amor. E nele tudo é sincero e de verdade, não tem essa de ser frio ou quente você não tenta ser nada, você apenas é. 
                                                         

     May Mariano

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