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  • Estou tão cansada de estar tão exausta

    27 abril 2017

    foto: pinterest
    Estou tão cansada de estar tão exausta.
    Estou tão cansada de ver você e fingir que nada mais desperta dentro do meu peito. Mas para ser honesta eu já reformulei vários diálogos antigos, dos quais eu sei que jamais voltarão a existir entre nós. Pode ser que daqui alguns anos você comece a construir diálogos com um novo alguém, após um casamento lindo durante uma manhã de primavera. Quanto a mim? Não serei mais lembrada, nem como um ex amor. E ainda assim, depois de tudo que vivemos me tornarei apenas a garota que te fez adquirir um pouco mais de experiência quanto a relacionamentos.

    Vamos nos encontrar no shopping, você estará de mãos dadas com uma moça alta e de cabelos castanhos, irá me apresentar pelo o primeiro nome e dizer que comprou uma casa e se mudou da cidade, tenho medo que isso ainda seja um motivo para eu sentar na frente do computador e tê-lo como inspiração de algum texto, mesmo que já tenha se passado sete anos desde que você disse não para o “nós”. E eu o que estarei fazendo? Talvez viajando pelo o mundo em busca de novas inspirações, em uma tentativa fracassada, mas em contrapartida, completamente realizada com os meus escritos sendo publicados em livro, graças à inspiração diária em reformular nossa ficção.

    Talvez eu continue apaixonada por alguém que nem exista mais, alguém que eu conheci a exatos sete anos, em um inverno triste, do qual tudo passou a fazer sentido através de um simples olhar. Olhar intenso, que me fazia viajar por alguns infinitos. Um cara com o coração gigante, disposto a servir sempre. Com sorriso largo mesmo sem mostrar os dentes. Um cara que sonhou comigo, que planejou um futuro ao meu lado. Até o dia que desistimos do “nós”, até porque nem sempre o que queremos é o que precisamos.

    Não sei se você ainda toca naquela banda adolescente. Talvez tenha trocado o café quente por chá gelado. Sua playlist no Spotify com certeza recebeu novas bandas. Em contra partida nada mudou no meu hoje, ainda sinto que sou transferida para a primeira festa que fomos juntos, enquanto eu tentava me equilibrar naquele salto, você lembra o quão ridícula eu estava tentando te impressionar? 
    Sinto-me tão exausta, esperando em um tempo de cura, que parece nunca chegar. É como se ainda escutasse você cantar ao telefone toda vez que repouso minha cabeça no travesseiro antes de dormir. Exausta de escrever sobre um amor sólido que a cada dia me dar sinais quanto ao fim de tudo.

    Decepciono-me por não saber mesmo depois desses longos anos o porquê da sua partida. E acabo repousando em lágrimas, por um amor cada dia menos sólido. 
    Mesmo aceitando confesso que ainda nutro uma pontinha de esperança no que costumávamos chamar de “nós”. Achei que eu merecia por tudo que fui. Porém uma certeza meu amor, não me arrependo de ter sido inteira quanto a tudo que vivemos.    


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