• Categoria: moça
  • Ela é intensa demais

    22 fevereiro 2018

                                                                          (foto: Pinterest)

    Excesso é sua praia.            

    Essa moça é cheia de exageros – os exageros mais positivos que eu já vi.             

    Ela nunca será a calmaria que você pede, ela é vento forte, é onda que te arrasta.  Não conseguiria ser menos nem que se esforçasse muito. Seu coração não é morno, bate forte e falta saltar pela a boca. Ela é quente. É a chama que muitos procuram.       

    Ela tem coragem. Não teme que os planos falhem, seu único medo é não tentar. Ela dá tiros no escuro, porque sabe que no final mesmo que saia pela a culatra não haverá arrependimentos. Isso é o que ela é.  Mas é claro que hora ou outra os impropérios são resultados na mesma freqüência. Ela até coleciona dias ruins de vez em quando – bem de vez em quando mesmo. Não se permite muito. 

    Já confundiram seus exageros; já tentaram pará-la, afinal ela odeia os joguinhos e provavelmente nunca será um desafio. Ela não vai mentir sobre não estar a fim de sair com você, só pra que tente conquistá-la. Ela não vai visualizar e responder horas depois, só pra provar que não está tão a fim assim de você. Essa moça é inteira – é companhia.             

    Essa mulher não deixa assuntos inacabados para depois, não dá tempo pra procrastinações, ela resolve. É convicta mesmo quando o tempo é de maré ruim. Também chora, fica triste, pensa que as coisas não vão dar certo. Porém ela caminha enquanto espera e não para de primeira. Ela agüenta firme.           
    Ela é o caos e a calmaria na mesma freqüência. É uma festança pra aceitar tão pouco. E só fica com ela quem estiver em festa também, só fica quem está disposto a burlar o sistema. Chega de ser a regra, nessa cidade só cabe quem quer ser exceção. 


    Estou tão cansada de estar tão exausta

    27 abril 2017

    foto: pinterest
    Estou tão cansada de estar tão exausta.
    Estou tão cansada de ver você e fingir que nada mais desperta dentro do meu peito. Mas para ser honesta eu já reformulei vários diálogos antigos, dos quais eu sei que jamais voltarão a existir entre nós. Pode ser que daqui alguns anos você comece a construir diálogos com um novo alguém, após um casamento lindo durante uma manhã de primavera. Quanto a mim? Não serei mais lembrada, nem como um ex amor. E ainda assim, depois de tudo que vivemos me tornarei apenas a garota que te fez adquirir um pouco mais de experiência quanto a relacionamentos.

    Vamos nos encontrar no shopping, você estará de mãos dadas com uma moça alta e de cabelos castanhos, irá me apresentar pelo o primeiro nome e dizer que comprou uma casa e se mudou da cidade, tenho medo que isso ainda seja um motivo para eu sentar na frente do computador e tê-lo como inspiração de algum texto, mesmo que já tenha se passado sete anos desde que você disse não para o “nós”. E eu o que estarei fazendo? Talvez viajando pelo o mundo em busca de novas inspirações, em uma tentativa fracassada, mas em contrapartida, completamente realizada com os meus escritos sendo publicados em livro, graças à inspiração diária em reformular nossa ficção.

    Talvez eu continue apaixonada por alguém que nem exista mais, alguém que eu conheci a exatos sete anos, em um inverno triste, do qual tudo passou a fazer sentido através de um simples olhar. Olhar intenso, que me fazia viajar por alguns infinitos. Um cara com o coração gigante, disposto a servir sempre. Com sorriso largo mesmo sem mostrar os dentes. Um cara que sonhou comigo, que planejou um futuro ao meu lado. Até o dia que desistimos do “nós”, até porque nem sempre o que queremos é o que precisamos.

    Não sei se você ainda toca naquela banda adolescente. Talvez tenha trocado o café quente por chá gelado. Sua playlist no Spotify com certeza recebeu novas bandas. Em contra partida nada mudou no meu hoje, ainda sinto que sou transferida para a primeira festa que fomos juntos, enquanto eu tentava me equilibrar naquele salto, você lembra o quão ridícula eu estava tentando te impressionar? 
    Sinto-me tão exausta, esperando em um tempo de cura, que parece nunca chegar. É como se ainda escutasse você cantar ao telefone toda vez que repouso minha cabeça no travesseiro antes de dormir. Exausta de escrever sobre um amor sólido que a cada dia me dar sinais quanto ao fim de tudo.

    Decepciono-me por não saber mesmo depois desses longos anos o porquê da sua partida. E acabo repousando em lágrimas, por um amor cada dia menos sólido. 
    Mesmo aceitando confesso que ainda nutro uma pontinha de esperança no que costumávamos chamar de “nós”. Achei que eu merecia por tudo que fui. Porém uma certeza meu amor, não me arrependo de ter sido inteira quanto a tudo que vivemos.    


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