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  • A menina dos olhos capítulo III (final)

    20 abril 2017


    Para ler o Capítulo I clique aqui.

    Para ler o Capítulo II clique aqui.

    Ele chegou tentar trazê-la de volta algumas vezes. 

    Não bastou.    
    Quando ele dirigia para casa e via uma garota de cabelos escuros e estatura média, em pé, próxima a esquina de sua casa, podia jurar por alguns instantes ser a Laura.       
    Mas logo percebia que a moça não era tão pequena quanto ela.        
    Em uma manhã nublada de domingo, corria no parque e de longe avistou uma garota de blusa listrada, com um livro na mão e sentada em baixo de uma arvore.
    Infelizmente os cabelos de Laura eram mais escuros.

    Laura...

    Laura, conforme os anos se passavam, parecia cada vez mais um sonho distante.

                                                                   
                                                                                 ***
    O relógio para a hora do trabalho acabara de despertar, e para a infelicidade de Kaio ele não havia dormido nem por duas horas direito. Desde que Laura se foi a insônia o tomava na maioria das noites. Já havia um tempo que ele não tentava trazê-la de volta, porém viu uma foto dela perdida no computador essa madrugada e com certeza foi o principal fato para não conseguir dormir tão bem.

     A vida de Kaio caminhava para várias conquistas, ele já morava sozinho, já havia terminado a faculdade de psicologia, aberto sua própria clínica e agora estava pronto para mais uma aventura. A caminho do trabalho ele passaria em uma loja de malas, faltavam apenas três dias para o seu terceiro intercâmbio, dessa vez era na América do Norte, iria pro Canadá fazer uma especialização na área de comportamental.

    Os dias passaram rápido demais e quando menos percebeu já estava em um vôo para o Canadá. Não sabia ao certo o que sentia, era uma mistura de felicidade, ansiedade e expectativas boas, mas se Kaio tinha certeza de algo era que essa viagem traria muitas aventuras e ele estava disposto a viver cada momento.

    Logo na entrada do hotel ele percebia a beleza do lugar, a música clássica tocando, o lustre do teto conversando com o carpete em tons de marrom e tudo era muito agradável. Após fazer o check-in e deixar as malas no quarto, resolveu que iria passar na cafeteria logo do outro lado da rua, até porque era final de semana e suas aulas começariam na segunda, gostaria de aproveitar um pouco da cidade antes de focar nos estudos. Ficou algumas horas por lá, leu alguns capitulo do livro que já estava para terminar, abriu o moleskine e fez algumas anotações, experimentou alguns capuccino, observou a neve começando a cair e quando menos percebeu já era fim de tarde.

    Ao lado do café havia uma padaria bastante movimentada, já era 17h30 da tarde e fazia algumas horas que Kaio não se alimentava. Ao entrar na padaria uma moça com um cachecol preto, sentada perto da janela o chamou a atenção. Deve ser mais uma daquelas visões quanto a Laura afirmou para si mesmo. Pediu alguns pães de queijo para viagem, levaria para comer no quarto, estava um tanto quanto cansado da viagem.

    Na fila para pagamento sentiu que alguém o tocou no ombro e para a sua surpresa ao se virar ele teve a visão que nunca saberá lidar. Laura, ele não estava enganado a moça sentada na mesa ao lado era ela. Antes que ele pudesse falar qualquer coisa ela o abraçou como nunca, ele podia sentir o cheiro de shampoo em seu cabelo macio e o coração batendo acelerado - o que não era tão diferente do dele. Laura contou que também estava no Canadá para estudar, ambos estavam com o coração alegre.

    Eu sei que já não nos falamos há alguns anos, mas você já deve saber que não te esqueci desde que a deixei ir. Eu tenho tanto para contar e sei que você também deve ter. Eu ti vi em tantos lugares, mas para minha infelicidade era só a minha mente tentando me pregar uma peça. Sim, doeu muito e ainda dói pensar que talvez não tenhamos tanto em comum para compartilhar. Eu quis tanto te ligar e contar que amei a terceira faixa do novo disco do Maroon 5, mas hesitei, não queria quebrar a promessa de deixar o controle nas mãos do universo. Sabe aqueles bolinhos primavera que você tentou me ensinar? Então, eu aprendi a fazer. Sabe aquele lance de seguir em frente e amar outra pessoa? Eu falhei na missão, digo, nunca deixei o caminho livre para que alguém entrasse. E todos esses anos me fiz a mesma pergunta todas as manhãs: — Será que ela já está pronta para voltar?

    Acho que já esperamos muito! — Laura afirmou com toda a certeza que tinha dentro de si tocando a mão dele em cima da mesa.  

    Os olhares se encontram como naqueles finais de filme que você fica com um “gostinho de quero mais” e Kaio tirando o cabelo dela do rosto finaliza aquela tarde com um pôr do sol lindo, um beijo sincero e muito amor.




    Inspiração: Fotos com flores

    25 agosto 2016

    Foto: Paola Oliveira
    Desde sempre as flores chamam a atenção não somente por sua beleza, mas também por exalarem ótimos  perfumes. Além do mais é um dos maiores símbolos do romantismo. Sendo cultivadas tanto no oriente quanto no ocidente.   
    O Costume de oferecer flores não é nada contemporâneo, desde a antiga Grécia era costume dar flores como recompensa quando alguma tarefa importante era bem desempenhada, como mensagem de boa sorte as crianças recém chegadas ao mundo, quando os homens queriam fazer uma declaração de amor e também era hábito dar flores de presente a importantes pessoas daquela época. A tradição de presentear mulheres com flores se manteve em Roma onde dar flores de presente acabou adquirindo sentidos diversos. Nessa época as rosas eram as flores prediletas dos romanos enquanto que os gregos preferiam as violetas. 

    Mas agora chega de “papear”, já usei bastante meus conhecimentos de historiadora então vamos ao que interessa? Hoje eu trouxe algumas fotografias para que vocês possam se inspirar e sair por ai tirando muitas fotos. 

    Foto: Paola Oliveira
          



    Foto: Arquivo Pessoal

                    

    Foto: Paola Oliveira

    Você não precisa de muito para uma boa foto, pode usar o que tem em casa, um ambiente mais claro, uma flor do jardim da sua mãe e até a câmera do seu celular.

    Então é isso, espero que tenham gostado desse tipo de conteúdo. Conte-nos aqui em baixo, na barra dos comentários <3


    Eu, você e o tempo.

    12 janeiro 2015


    Se quiser pode apertar minha mão, segura ela e vem! Só precisamos ter coragem de nos aventurar em um mundo alheio, com essa força de vontade podemos alcançar  qualquer sonho. É só respirar fundo e ter coragem de enfrentar os medos, inseguranças, alegrias, conforto, aconchego, ciúmes, brigas e reconciliações. 

    Eu gostaria mesmo que as coisas dependessem do tempo, se fosse assim eu daria um jeito de ajustar a hora para o dia exato em que tudo isso começou, só para poder  fazer tudo de novo, quem sabe assim teríamos um enredo diferente. Qual será a hora certa? O tempo certo? Daqui a dois ou cinco anos? Será mesmo que vai ser igual? No mês que vem talvez? Em qual número a gente liga para reclamar se não der certo? Ainda não sei, mas acredito que não teremos ninguém para culpar caso tudo acabe, a não sermos nós mesmos. Não o obrigo, mas se decidir vir venha por completo, inteiro, com sonhos, conquistas, lembranças, qualidades e imperfeições. Nada disso será submerso se tiver muito respeito e amor envolvido. Seria muito injusto eu pedir pra que você fique? Mas não entenda como se eu quisesse que você desistisse dos teus sonhos. Não é isso, mas será que eu ainda vou ter algum espaço depois deles?

    E será que depois que eu terminar a faculdade e publicar um livro ainda vou te ter em mim? Preciso pedir desculpas por tantas perguntas, mas é assim que estou, com um ponto de interrogação enorme no peito. É nessa hora que bate aquela insegurança de termos tomado a decisão errada. Enquanto pago algumas contas e coloco a bagunça no lugar (não estou falando da bagunça do meu quarto), espero que o tempo te ajude a colocar as coisas no lugar também. Mas enquanto isso, não quero ter que recolher os cacos que sobrou de nós.         

    Você não está mais na minha vida, no entanto não posso negar que de vez em quando as lembranças me levam até você no intervalo de algum filme. Lembrar das vezes que nossas mãos se entrelaçavam e não havia necessidade de falar mais nada porque nossos olhares já faziam esse papel, me leva pensar que poderia ter sido diferente, poderia ter começado diferente.
    E se Deus te colocar de vez na mesma rua que eu não pense duas vezes, toque a campainha e me deixei um oi, assim vamos ter a chance de fazer tudo de novo sem nenhuma vértices do passado.


    May Mariano 

    Tarde de dezembro

    18 dezembro 2014



     Foi naquela tarde de dezembro que descobri tudo fora do lugar e por muito tempo eu ignorei as indiferenças, achando que estava bem.  No entanto as suas atitudes tão ríspidas eram só uma forma de defesa para aquela deixa, porque talvez já tenha dado a nossa hora. Não posso deixar de lado o fato de ter esperado tanto tempo por suas respostas, ou melhor, por minhas respostas e logo agora que eu decidi por nós, você resolve voltar e bagunçar tudo mesmo sendo assim dessa forma tão indireta. Você é o tipo de conflito que incomoda somente no silencio, mas que com o tempo todo mundo esquece, menos o coração.  Por mais que eu tente me desfazer de tudo que é físico, fotografias, bilhetes, presentes. A nostalgia ainda continua.
    Se eu disser que não tenho nada de você vou mentir, até porque os seus trejeitos sempre dão um jeito de aparecer em alguma roda de amigos. Pode parecer meio mórbido, no entanto quando olho a nossa história sempre vejo que as maiores cicatrizes são minhas. Embora não pareça são apenas cicatrizes, porque quando eu procuro a dor já não encontro, a verdade é que essa é a primeira vez em muito tempo que não te vejo mais como uma parte de mim, mesmo sabendo que você ainda está lá.
    Gostaria que hoje você fosse meu ponto final, mas é uma pena saber que ainda somos o ponto de interrogação um do outro.
    Nos últimos meses eu fiz de tudo, fiz de tudo para viver em plenitude, viajei, conquistei, ganhei uma promoção no trabalho, fui ótima na faculdade e sonhei mais alto do que nunca. Uma grande motivação para isso era tirar você completamente dos meus planos, mas é claro que não foi fácil e justo agora que eu pensei estar conseguindo fazer tudo sozinha, você resolve interferir no que eu achei ser uma resposta para toda aquela confusão. Não acho justo deixar que você seja o  protagonista outra vez e por incrível que pareça essa história não é sua.

    PS.: Te devolvo tudo que é seu, inclusive o seu coração, porque assim você já pode ir embora.


    May Mariano

    Ele e o Planalto Central

    05 setembro 2014


    O ano era 2010, eu ainda estava no ensino médio e ele na rodoviária com seu violão, um chapéu e algumas moedas que mal dava pra pagar a passagem de volta pra casa. Ele costumava usar uma camisa xadrez que parecia não gosta muito das minhas meias calças, seus botões sempre davam um jeito de rasgá-las. 

    Eu me lembro de todos os seus personagens, foi palhaço, foi herói, panda e até carteiro, eu sabia exatamente quais eram os seus trejeitos, mesmo criando um personagem novo a cada sexta-feira. Escrever era  tão natural, canções que nem ele sabia que no fim seriam todas pra mim. Eram tantas que acabei criando uma "plalist" no celular só com músicas dele, ou melhor minhas. Mas é claro que um dia quando ele for cantor internacional vou querer uma parte nisso tudo, afinal esse CD só vai ser sobre mim. Eu realmente espero que ele não esteja lendo isso, vai que some de vez com a minha parte da grana né?           

    Os nossos melhores “roles” eram os shows, se ia muita gente? Claro, os amigos dele nunca perderiam a oportunidade de soltar aquelas velhas piadas. Eram tantas as pérolas que ele soltava no palco que tinha “zuação” pro ano inteiro.
                          
    Tivemos algumas idas e vindas durante todo esse tempo, mas conseguimos acompanhar todas as fases um do outro. Costumávamos dizer que com a gente não tinha tempo ruim, até naqueles dias que ele precisava salvar o mundo, eu o perdoava pelo o atraso de quase 2 horas.       

    Aquela velha Brasília foi palco de muitos dos nossos romances, tudo ficava mais bonito com a gente por perto, a torre de tevê, a fonte, a catedral, as cadeiras do cinema, as árvores e até aquele paninho xadrez que eu sempre levava para os nossos encontros no parque.
    E mesmo depois de tanto tempo continuamos sendo o lado bom um do outro.
    Embora a gente esteja em uma daquelas fases difíceis, eu sei que ainda sou o sol que nasceu no coração do mundo dele e espero ficar lá por um bom tempo.
                                             

                                                                                                    May Mariano

    Entrando no Assunto: Meus pais não aceitam meu namoro. O que fazer?

    03 setembro 2014

    Você está super apaixonada, e a relação de vocês está indo bem, porém seus pais não permitem nem que você o leve em casa e sabe que se continuar assim o resultado vai ser o fim do namoro. Embora não seja o que você quer se sente mal por está “desacatando” a autoridade dos seus pais. Não se desespere, agora é a hora de ter calma!

    Essa semana recebei um e-mail da Rai me contando sua história, achei que muita gente poderia está passando por isso também, então resolvi escrever.



    “Namoramos a 6 meses porém nossos pais não aceitam nosso relacionamento. Já terminamos algumas vezes por causa desse motivo e isso é meio que uma “empatação” no nosso relacionamento. Após um tempo decidimos que nada disso afetaria nossos sentimentos.

    O problema maior é da parte dos meus pais porque acontece aquela certa implicância de não gostarem dele e acabam achando que meu relacionamento vai atrapalhar minha vida escolar. Os dele não se importam muito e às vezes fingem não ver. Mas na realidade, é sempre assim. Pais de meninos não se importam tanto com essas coisas (não se esquecendo do fato do medo do garoto engravidar a namorada). Bom, por experiência própria posso afirmar que é difícil conviver em uma relação sem a aceitação dos pais. Mesmo não sendo possível conquistar a tal aceitação deles, nos amamos bastante e meio que ignoramos esse problema. Minha vida com ele é como um conto de fadas me sinto encantada!” (Raissa Fernandes, 16 anos)

    A nossa família é para vida toda, nunca teremos um ex pai ou uma ex mãe, cultivar um bom relacionamento com eles é bastante importante, então a primeira coisa que se pode fazer é ter uma conversa franca sobre a situação, antes da conversa se acalme, não exalte seus ânimos, tenha tranqüilidade, só assim poderão resolver tudo. Fale a eles que entende e respeita a preocupação deles, mas que precisa da confiança e respeito deles também.. Você precisa saber o porquê de tanta implicância dos seus pais, devem ter um motivo para isso. Podem ter ouvido comentários maldosos ou negativos sobre o garoto sem ao menos saber se é verdade, se realmente não for verdade seja sincera com seus pais e proponha a eles uma conversa com seu namorado também, para que tudo fique claro e se for necessário com os pais dele também.

    Por mais que esteja crescendo, não diga aos seus pais aquela velha frase “não sou mais criança”, eles sabem disso melhor que você (mesmo que não pareça), até porque você pode ter 30 anos e para eles vai continuar sendo um bebê. Logo perceberão isso com a confiança que irá passar, se você quer namorar é por que já não é mais criança, então não seja uma. Não grite e nem se estresse independente das atitudes de seus pais. Lembre-se que eles nasceram em outro tempo e talvez estejam apenas sendo como os pais deles foram com eles. Entenda seus pais, eles sempre vão parecer chatos e velhos para nós, eu realmente espero que minha mãe não esteja lendo isso, o que eu acho muito difícil, porque esses dias ela está mais online do que eu. rs
    J

    Um fato, não namore as escondidas,  para tudo isso dar certo é importante passar confiança a eles, sabe como são os pais né? Um vacilo e você já fica de castigo o fim de semana inteiro. Para que tudo se resolva rápido é melhor que faça tudo certo. Com relação as suas notas escolares nunca deixe que elas abaixem, isso é um ponto negativo, portanto se esforce e peça ao seu namorado que se esforce também.

    Talvez mesmo depois de toda essa conversa seus pais não aceitem, mas não se desespere, não fale nada. Porém, quando for sair com seu amor diga a eles onde vai, com quem vai e a hora que vai chegar. Tente chegar sempre na hora que combinou com eles, ligue avisando e deixe-os sempre informados de onde está, por mais que seja chato ficar fazendo isso, lembre-se que é um ponto a mais para a confiança deles em você.
    Tenho certeza que com o tempo vão acabar percebendo que te privar de uma vida, não é o melhor a se fazer e logo isso irá mudar.

    Espero ter ajudado não só a Rai, como você também!
    Beijão, May 




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