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  • Foi sem o teu amor que eu aprendi

    09 fevereiro 2018

                                                                           (foto: pinterest)

    Foi sem o teu amor, que eu aprendi. Com o passar dos anos, a gente aprende tanta coisa quanto ao sentir, tanta coisa ruim. Se um garoto te empurra na escola, quando você tem apenas seis anos, a primeira coisa a se ouvir é: "Esse garoto faz coisas horríveis porque está a fim de você". Como assim, a fim de você? Esse é o problema. Com isso, nós somos encorajadas, programadas a aceitar um amor líquido. Acreditando que, se alguém manifesta os tais ‘joguinhos', é porque esse cara tem uma ‘queda’ por você. Não adianta procurar sinais. Se ele estiver a fim, você irá saber.

    O teu amor me ensinou a ser abrigo de mim mesma. Até que um dia, eu pude acordar sem te perceber e comecei a me perceber. O teu medo me fez lembrar o quão corajosa eu sou. A partir daí, precisei voltar pra casa sozinha, mesmo sem saber a rota. Afinal, era você quem guiava o caminho o tempo todo.  Sem o teu amor, eu precisei me segurar em algo e perceber que contar até três não faz passar. E cada dose homeopática que eu tomava só me fazia entender que você não me amava: você amava o meu amor por você. Esse fim me mostrou que de nada adianta o enigma do amor – ele é um mito. Não o amor: o enigma. Afinal, não precisa ser difícil. Você apenas sabe que é, sem ler as entrelinhas, sem procurar sinais. Esse amor me ensinou que o jeito não era esquecê-lo. Eu jamais teria essa funcionalidade.  O certo era não priorizá-lo mais.

    Eu entendi que a hora que eu marcava comigo, era só comigo, e você não precisava mais estar lá. E talvez o maior dos aprendizados fosse resistir e permanecer forte ao fim.
    Obrigada por aquela frase: "Você merece um amor tão intenso quanto o seu". Foi nesse momento que eu entendi que realmente ali não era mesmo o meu lugar. Estava na hora de ser ponto final. 
    Obrigada por ter ido embora.

    Você não precisa soltar a minha mão

    01 março 2017

    Foto: Pinterest
    Eu gostaria que você fosse mais sensível ao ponto de me levar para aquelas baladas de sexta a noite, mesmo eu odiando a música alta, a bebida e o cheiro de gente vazia. Gostaria que não soltasse da minha mão e nem fugisse, quando o meu posicionamento voltasse para você de forma negativa – mesmo não sendo.

    Eu gostaria que fosse sensível ao ponto de aparecer no meio da noite só para dizer o quanto eu estava linda, mesmo com aquele pijama surrado que minha mãe já tentou mandar para doação no mínimo umas trezentas vezes. E mesmo com a rotina maçante que você leva, não tenha motivos para ficar em casa. Eu gostaria que não desistisse de nós quando eu mesma propus isso, em uma tentativa fracassada de encerrar a discussão. 

    Eu gostaria que não se esquecer-se de mim quando estiver no bar com os amigos e outra moça se aproxima na intensão de “Flertar” com você, porque o único motivo de seus olhos brilharem, sou eu. Eu quero que me ame na distância, mesmo que meu cheiro e meu toque pareçam inalcançáveis.

    Eu gostaria que não encarasse minhas propostas para o futuro como se amarrar, até porque ainda temos muito tempo até lá. Quero que esteja no nós, mas ainda assim se sinta livre. Que reconheça meus talentos mesmo que eu não os coloque na vitrine da vida. Desejo que sonhe comigo, que busque comigo, que viva comigo e que juntos possamos comemorar as grandes conquistas. 

    Eu gostaria que fosse você, aquele cara sensível que investe em bons diálogos. Que não se importa em ler todos os meus textos na expectativa de encontrar muito de nós por lá, apontando cada parte que lembra você. Desejo que continue aqui não apenas por costume, mas que cada saída te faça lembrar do quão especial somos um para o outro.  

    Eu gostaria que você fosse a única pessoa do mundo que me faz desentalar o choro quando ele está preso na garganta. Que me ama fugazmente e me defende de mim mesma.


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