Une Nuit – Une poésie de ne pas vous oublier (Uma Noite)

07 maio 2017



As palavras são parcas para dizer-te da radicalidade.
Minha entoação fica soslaia, fica oblíqua, sem a devida ação.
A noite está cheia, há música brega espraiando-se à parede.
Uma cor dura leva-me aos teus olhos verdes, vejo-os e me perco em distração.

Não te preocupes, não vai acabar,
Prometo-te não esquecer
E amanhã, irei reconhecer o quão fui feliz ao findar.
Por obséquio, venha à festa ao alvorecer.

Odeio esta música, porém, amo não odiar estar aqui com você.
Se amanhã mudarmos, eu não vou te esquecer,
Vou guardar esta noite e meia quase demodê.
E para não dizer que não falei das rosas, cimentei meu castelo para te proteger.

Adorei o detalhe, o lugar. Uma velha sempre me fitava, como se esperasse sempre eu cantar,
Eu a vi chorar, provavelmente por amor, por desilusão ou coisa parecida.
Mas não pude retribuir a olhadela, porquanto, a meu lado, havia você, nem tão lúcida, no entanto, o meu par.
Com o teu beneplácito, num lapso, findamos com o imanente, e fomos abstrações de nosso próprio tempo, só nosso. A terra, pois, estava adormecida.

Prometo-te não vomitar pelo chão a bebida verborrágica, nem ficar tão ébrio a ponto da erupção da lascívia.
Não quero perder-te de vista, eu quero Eros, hoje, em nosso destino.
Enquanto Nenhum de Nós era o pano de fundo, reforçava, em minha mente, uma poesia exímia,
Ela repetia teu nome em aliteração, em versificação, era como um canto gregoriano.

Entre a metáfora e a ironia, fico com o teu perfume e harmonia.
Amo a tua dissonância em consonância.
Fico boquiaberto com a complexidade-afável de tua companhia,
Tão incrível que correria sempre à instância de tua substância.

A felicidade é uma intersecção entre o sabor e o dessabor,
O deleite e o dissabor,
O ódio e o amor.

Eu deveras não sei explicar a felicidade, estou a especulá-la.
Porém, posso descrevê-la ao teu lado, a cada pedaço que estivemos juntos no espaço-tempo. Contigo, posso senti-la.

E, decerto, prefiro deixar a felicidade no rol da metafísica da filosofia,
Entretanto, se um dia conseguir explicá-la, será a personificação do nosso dia.

(Cadu Rodrigues)  Vai, Carlos

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